Um chamado de São José: a implantação do AMO Pais em Capinzal (SC)
Meu nome é Marcelo da Silva Zampieri, sou da cidade de Capinzal, Santa Catarina, e participo da Paróquia São Paulo Apóstolo.
Meu primeiro contato com o Movimento Mães que Oram pelos Filhos aconteceu por meio da minha esposa, Mara. Há dois anos, ela participou do Encontro Nacional na Canção Nova juntamente com outras mulheres da cidade de Concórdia (SC). Naquela época, ela não conhecia o Movimento e sequer conhecia as demais mulheres que viajavam com ela. No entanto, voltou encantada com a experiência e decidiu levar o Movimento para nossa cidade.
No ano seguinte, ela retornou ao encontro nacional e, ao chegar em casa, compartilhou algo que havia sentido em oração: “São José tem alguma coisa para você. Ainda não sei o que é, mas ele tem um chamado para a sua vida”. Naquele momento, eu não compreendi totalmente o significado dessas palavras, mas elas ficaram guardadas em meu coração.
Neste ano, minha esposa já estava com a excursão organizada para participar novamente do encontro. Inicialmente, eu não iria, pois não estava em meus planos. Porém, uma das participantes desistiu da viagem e surgiu uma vaga. Mara me convidou, explicando que haveria uma programação especial para os pais. Resolvi aceitar o convite e fui à Canção Nova com o desejo de conhecer melhor o Movimento.
Durante o encontro dos AMO Pais, vivi uma experiência que marcou profundamente minha vida. Em um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzido pelo padre Anderson Gomes, coloquei-me diante de Deus e manifestei minha disposição para levar o AMO Pais para minha cidade. Ao mesmo tempo, apresentei uma intenção muito particular: eu sofria com um problema no ombro esquerdo que limitava os movimentos do braço. Dois dias antes da viagem, havia recebido o resultado de uma ressonância que apontava tendinite e sinovite.
Naquele momento de oração, fiz um pedido ao Senhor: se fosse da Sua vontade que eu assumisse essa missão, que o padre Anderson se aproximasse e tocasse exatamente o local onde eu sentia dor. Pouco tempo depois, isso aconteceu. Imediatamente, a dor desapareceu e os movimentos do braço voltaram ao normal. Desde então, não precisei mais tomar medicamentos. Foi uma experiência de cura e de encontro com Deus que jamais esquecerei.
Após viver essa graça, aceitar a missão de implantar o AMO Pais foi algo natural. Como minha esposa já conhecia profundamente o Movimento — e atualmente exerce a missão de coordenadora diocesana — não tive dúvidas nem receios.
Os primeiros passos aconteceram dentro da própria paróquia. Convidei os três diáconos que atuam conosco para auxiliarem na condução dos encontros e eles prontamente aceitaram o desafio. Também convidei um jovem para servir na música e um ministro extraordinário da Eucaristia para colaborar com a mídia. Todos acolheram o chamado com generosidade.
Como o Movimento Mães que Oram pelos Filhos já estava presente em nossa paróquia, apresentei ao pároco, Frei Justino, a proposta do AMO Pais. Juntos definimos o local e o dia dos encontros, e a receptividade foi muito positiva.
Os desafios existem. Trazer os homens para dentro da Igreja, incentivá-los a carregar a Bíblia, estudar a doutrina, rezar e cantar não é uma tarefa simples. Muitos ainda não compreendem plenamente a proposta do Movimento. Diferentemente de outras iniciativas, o AMO Pais oferece momentos de oração, formação, estudo da Palavra de Deus e aprofundamento na fé católica. É um processo que exige paciência, perseverança e confiança na ação do Espírito Santo.
Aos poucos, porém, os frutos começam a aparecer. Atualmente, cerca de 30 homens participam semanalmente dos encontros. Vejo crescer entre eles o interesse pela Sagrada Escritura, o compromisso com a formação e a vontade de conhecer mais profundamente a Igreja. Muitos chegam com a Bíblia, canetas e marca-textos, atentos aos ensinamentos compartilhados. A participação nos momentos de oração e louvor também é cada vez mais espontânea.
O que mais me marca nessa caminhada é perceber o quanto todos nós estamos aprendendo. Além dos materiais oficiais, buscamos complementar as formações com conteúdos de padres e evangelizadores que aprofundam os temas estudados. Também me alegra ouvir dos participantes comentários positivos sobre a objetividade dos encontros e o respeito aos horários.
Sem dúvida, a maior experiência que posso testemunhar é a cura que recebi durante a adoração ao Santíssimo Sacramento. Foi naquele encontro que Deus confirmou o chamado que tinha para minha vida. Eu já havia ouvido relatos de curas e transformações, mas viver isso pessoalmente foi algo extraordinário.
Hoje, a cada encontro, cresce em mim um sentimento de gratidão. Compreender melhor a riqueza da nossa fé e ajudar outros pais a fazerem o mesmo é uma grande alegria. Como dizia Santo Agostinho: “Só se ama aquilo que se conhece”. Por isso, acredito que nós, pais, somos chamados não apenas a cuidar das necessidades materiais de nossas famílias, mas também a fortalecer sua vida espiritual.
Nossa comunidade precisa dos homens para servir, trabalhar e ajudar nas diversas atividades, mas precisa, acima de tudo, de homens que conheçam, amem e defendam a sua fé. É esse o propósito do AMO Pais: formar pais segundo o coração de Deus, fortalecidos pela oração, pela Palavra e pela vivência da Igreja.
Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia
