Quando a coordenadora me fez o convite para assumir essa missão, confesso que o chão sumiu sob os meus pés. Eu balancei e estava morrendo de medo de aceitar. Olhava para mim e só enxergava limitações. Questionava se seria capaz e se daria conta de tamanha responsabilidade. Mas, no fundo do coração, a voz de Deus falava mais alto. Superei o medo, domei o frio na barriga e, mesmo tremendo, dei o meu “sim”.
Os desafios começaram logo em seguida, e não foram poucos. Enfrentei a sensação de impotência, que tenta nos fazer desistir. No entanto, cada barreira se transformou em uma escola. O aprendizado valeu cada segundo. Descobri forças que nem sabia que existiam em mim e entendi que Deus não escolhe os capacitados; Ele capacita os escolhidos.
As graças recebidas ao longo desse caminho são impossíveis de contar. Fiz novas amizades, me achava uma chata com minhas cobranças às outras mães de grupo, vi corações sendo tocados e experimentei o milagre da providência divina agir nos momentos mais críticos. Essa caminhada me transformou por inteiro.
Minha fé deixou de ser morna e se tornou viva, blindada pelas provações diárias.
Mas o tempo passa, os ciclos se renovam e eu tive que me despedir.
Dói olhar para trás e saber que o dia a dia dessa missão vai deixar saudade. Deixo o cargo, a função e a rotina, mas levo cada mãe, tanto da Equipe Nacional, que me orientava, quanto da equipe de mães dos grupos, que eu orientava, guardada no lugar mais bonito da minha memória. Não saio a mesma pessoa que entrei. Saio mais forte, mais cheia de Deus e eternamente grata por tudo o que vivemos juntas.
A despedida de hoje nada mais é do que o fechamento de um capítulo lindo para que Deus possa começar a escrever o próximo. Obrigada a cada um que caminhou comigo. Esse “sim” ficará marcado para sempre na minha história!
Izabete
Serviço de Comunicação e Mídia, Rondônia



