Meu nome é Expedito da Costa Rêgo, sou da cidade de Picos/PI e participo da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios.
Conheci o Movimento Mães que Oram pelos Filhos através da minha esposa, que já participava do grupo desde sua abertura.
Naquela época, eu acompanhava de perto a caminhada dela, mas ainda não imaginava que Deus também estava preparando um chamado para mim.
O convite para fazer parte do AMO-Pais surgiu por meio da coordenação do movimento e também do incentivo da minha esposa, que atua como formadora. Em 2025, tive a graça de participar do encontro das Mães que Oram pelos Filhos, na Canção Nova. Aquele momento marcou profundamente minha vida e fortaleceu minha fé.
Quando fui convidado para assumir a coordenação estadual do AMO-Pais, confesso que meu primeiro sentimento foi o medo. Pensei na grande responsabilidade que estava sendo colocada em minhas mãos. Era uma missão desafiadora e, humanamente falando, eu não me sentia preparado.
Mas Deus sempre confirma Seus planos.
Nosso pároco acolheu o movimento com muita alegria e abertura, oferecendo todo o apoio necessário para que iniciássemos essa caminhada. Esse acolhimento foi essencial para que o trabalho começasse fortalecido dentro da paróquia.
Também fui surpreendido pela resposta dos primeiros pais convidados. Muitos deles já haviam participado do encontro na Canção Nova e aceitaram imediatamente fazer parte do AMO-Pais. Isso me fez perceber que Deus já vinha preparando seus corações muito antes do convite chegar.
Naturalmente, surgiram muitas dúvidas no início: como realizar o primeiro encontro, quem poderia nos ajudar, qual seria o melhor local e quais recursos utilizar para divulgar a metodologia do movimento. Porém, cada dificuldade foi sendo superada com oração, unidade e confiança na providência de Deus.
Hoje, olhando para essa caminhada, sinto uma grande alegria ao ver o comprometimento dos pais e a sede de formação que existe entre eles. Cada encontro fortalece nossa missão e confirma que estamos no caminho certo.
Algo que me emociona muito é perceber que vários pais apenas esperavam um chamado para voltarem a participar mais ativamente da vida da Igreja. Muitos reencontraram o entusiasmo pela fé e passaram a se envolver novamente com suas comunidades.
Também temos acompanhado belíssimos testemunhos de transformação. Pais que mudaram hábitos, fortaleceram o relacionamento com suas famílias, melhoraram a convivência em casa e passaram a viver sua vocação com muito mais consciência e amor. São frutos que revelam a ação de Deus em nossas vidas.
Se eu pudesse deixar uma mensagem para outros pais que talvez estejam sendo chamados para essa missão, diria apenas isto: não esperem sentir-se totalmente preparados. Eu também não me sentia.
Não é preciso ter todas as respostas. Basta ter um coração aberto, disposição para caminhar junto com outros pais e confiança em Deus.
Tenho aprendido, a cada dia, que Deus não escolhe os mais capacitados; Ele capacita aqueles que escolhe.
Por isso, vale a pena dizer “sim”. Quando um pai responde ao chamado de Deus, não é apenas sua vida que é transformada. Sua família, sua comunidade e muitas outras pessoas também são alcançadas pela graça que nasce da oração e da confiança no Senhor.

Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia
