Em 20 de maio de 2023 fui, pela primeira vez, a um encontro das Mães que Oram pelos Filhos na paróquia. Era um dia frio, um sábado, e eu me vi só: só fisicamente em casa e só no coração, nos meus projetos, na minha vida.
Foi um dia de muita dor, em que pensei: “O que vou fazer hoje?”. E veio imediatamente ao meu coração a lembrança do grupo das mães.
Cheguei ao grupo e já fui tocada pelo acolhimento, pelo abraço caloroso da coordenadora, que, na época, eu nem conhecia. E, apesar de eu sempre ter sido uma católica atuante, de ser catequista, ali encontrei algo diferente: conheci um caminho a ser seguido, um caminho de santidade, onde eu caminharia passo a passo, não sozinha, mas com outras mulheres, mães, que tinham dores como eu, dores ainda maiores.
Daquelas reuniões nunca mais abri mão!
Fui ao Encontro Nacional e já cheguei com um forte desejo no coração de iniciar o AMO Escola na escola dos meus filhos, pois nós já tínhamos um grupo onde rezávamos o Terço. Mas, após eu conhecer o Movimento Mães que Oram pelos Filhos e saber que ali existia a possibilidade do AMO Escola, eu sentia como se houvesse um lago enorme e nós estivéssemos molhando apenas as mãos, quando havia a possibilidade de nos banharmos por inteiro!
E eu disse isso a elas. Umas acolheram comigo esse desejo; outras preferiram continuar somente com a oração do Terço. E está tudo bem. Entendi, depois, que isso é o carisma: nem todas sentem o mesmo chamado.
Nosso grupo AMO Escola foi iniciado no Instituto Nossa Senhora da Glória – Castelo, em Macaé, no dia 3 de julho de 2024.
Fiquei um ano na coordenação do grupo, pois logo recebi o convite para o Serviço Estadual do AMO Escola do Estado do Rio de Janeiro. Mesmo me sentindo despreparada, não tive como dizer “não” a Jesus.
Peço a Ele que me capacite a cada dia, para que eu possa realizar aquilo que espera por meio do meu “sim” e para que minha vida seja agradável a Ele.
Hoje já vejo os frutos por ter me aproximado mais de Deus e sinto, na minha vida, a realização das palavras de São Padre Pio:
“Bendita seja a crise que te faz crescer, a queda que te faz olhar para o céu, o problema que te faz buscar a Deus.”
Hoje vivo a alegria de ter uma família e um coração restaurados pela vivência do caminho de santidade, do Ano da Reconciliação na Cruz de Jesus, do Ano da Oração, trabalhando na minha casa interior, e do Ano da Eucaristia, buscando a comunhão diária e a confissão mais frequente.
Meu marido abraçou comigo a coordenação e tem me acompanhado na missão.
Tenho a convicção de que Deus nunca nos abandona e de que Ele vai completar, em nós, em todos nós, a obra que começou.
Trago comigo a graça de ser filha de uma mãe que ora e tenho um casal de filhos, Laís e João, duas grandes joias que Deus me deu em Sua infinita bondade.
A Deus toda honra e toda glória, eternamente!
Gabrielle Nazareth
