Minha Missão e Minha História no AMO
Para mim, é acolher um chamado de Deus para servir com amor, humildade e disponibilidade. É compreender que, antes de qualquer atividade ou responsabilidade, somos mães que se colocam de joelhos diante do Senhor, confiando a Ele a vida de nossos filhos e de tantas outras famílias.
Quando Deus me chamou para essa missão, eu não imaginava o quanto Ele transformaria a minha vida. Descobri que servir é um privilégio, e que cada desafio é também uma oportunidade de crescer na fé, na esperança e na confiança na providência divina. Essa providência eu sinto desde o início, há 10 anos, quando tudo começou aqui em Sergipe.
Fui uma das primeiras coordenadoras de grupo quando o movimento estava dando os primeiros passos no estado. Lembro-me de que começamos em quatro municípios praticamente ao mesmo tempo. Nós nos reuníamos na casa de uma das mães, normalmente na capital, para partilhar e conhecer juntas aquele movimento que ainda era tão novo para nós. Naquela época, a caminhada do AMO no país era bem menor, mas a cada passo, a graça de Deus se manifestava.
Foi dessa união inicial que nos organizamos para trazer a Tia Ângela Abdo para o nosso primeiro Encontro Estadual. Foi um momento de profunda emoção. Nós não sabíamos o que esperar e estimávamos a presença de cerca de 100 mães; para a nossa total surpresa, apareceram 250! Foi algo impressionante e inesquecível. Onde a Tia Ângela chegava, as igrejas e os locais dos encontros lotavam.
“Deus, o que queres na minha vida?” Foi a pergunta que fiz a Ele quando usou, mais uma vez, a coordenadora estadual para me chamar de volta para a mídia no estado. “Seguir Jesus significa fazer a vontade de Deus, ser seu discípulo, observar a Tua Palavra” — eis aí a minha resposta, eis aí o que eu precisava ouvir.
Olhando para trás, percebo que eu já era “mãe mídia” antes mesmo de esse termo existir. Não havia uma equipe estruturada como hoje; cada uma de nós cuidava de uma parte com o que tinha. Lembro-me com muito carinho da primeira transmissão ao vivo que fizemos pelo Facebook. De forma muito precária, com o telefone na mão, eu transmitia a live enquanto recebia orientações em tempo real da Bianca, que me dizia: “Olha, faz assim, faz assado, posta isso, posta aquilo”. Foi uma verdadeira loucura, mas uma loucura de amor.
Amo ser AMO porque encontrei uma verdadeira família espiritual e pude testemunhar inúmeros milagres nesses 10 anos: mães restauradas, famílias reconciliadas, filhos que retornaram à fé e corações fortalecidos pela oração. Embora muitos dos primeiros testemunhos e registros daquela época não tenham ficado guardados formalmente, cada encontro, cada formação e cada grupo de oração que pude registrar e divulgar como mãe mídia reforçam a certeza de que Deus age poderosamente quando uma mãe decide confiar Nele.
Amo ser AMO porque encontrei, nesta missão, um caminho de santidade, entrega e esperança.
Tudo para a honra e glória de Deus, pelas mãos de Nossa Senhora de La Salette. 🙏
Amo ser AMO
Por Edmara – Coordenadora Estadual de Comunicação e Mídia do Movimento Mães que Oram pelos Filhos em Sergipe






