Meu nome é Amanda Barella, e meu chamado para o Movimento Mães que Oram pelos Filhos começou quando eu tinha 27 anos. Foi justamente no momento mais transformador da minha vida: o nascimento da minha filha.
Ao dar à luz o maior presente que Deus poderia me conceder, nasceu também uma nova mulher. Nasceu uma mãe. Com ela vieram muitos medos, inseguranças, responsabilidades e o desejo profundo de conduzir minha filha pelos caminhos do Senhor, para que ela crescesse conhecendo o amor de Deus e aprendendo a confiar n’Ele em todos os momentos.
Foi nesse período que recebi o convite para participar do terço do Movimento Mães que Oram pelos Filhos. Aceitei o convite sem imaginar que Deus já havia preparado aquele lugar para mim.
Cheguei em silêncio. Ninguém conhecia minhas dores, minhas lutas, minhas angústias ou as batalhas que eu enfrentava. Mas Deus conhecia cada uma delas. E, através daquele grupo de mães, Ele me acolheu, me abraçou e começou a restaurar meu coração.
No Movimento, aprendi que ser mãe vai muito além de cuidar, alimentar e educar. Aprendi que a maior herança que podemos deixar aos nossos filhos é uma vida de oração. Descobri que, quando uma mãe se coloca de joelhos, Deus se levanta para agir na vida de sua família.
Com o passar do tempo, Deus foi me confiando novas missões. Cada “sim” que dei me conduziu a novos desafios, novos aprendizados e experiências que jamais imaginei viver. Hoje, tenho a graça de servir como Coordenadora Estadual de Comunicação e Mídia, uma missão que recebo com muita gratidão e responsabilidade.
Nem sempre é fácil. Há dias de cansaço, renúncias e desafios. Conciliar família, trabalho e missão exige entrega diária. Muitas vezes, precisamos abrir mão do nosso tempo e dos nossos próprios planos para servir ao Reino de Deus. Mas é justamente nessas renúncias que experimentamos as maiores graças.
Servir no Movimento transformou profundamente a minha vida. Transformou meu olhar como mãe, fortaleceu meu casamento, aproximou minha família de Deus e amadureceu minha fé. Hoje, compreendo que Deus não chama os capacitados; Ele capacita aqueles que dizem “sim” ao Seu chamado.
O serviço de Comunicação e Mídia me ensinou que evangelizar também acontece através de uma imagem, de uma mensagem, de um vídeo ou de uma publicação. Cada conteúdo produzido pode alcançar um coração sedento, fortalecer uma mãe desanimada ou ser o convite que faltava para que outra mulher também encontrasse esse lugar de acolhimento, assim como aconteceu comigo.
Olho para trás e vejo o quanto Deus escreveu uma história linda na minha vida. Aquela mãe que chegou tímida, carregando suas dores em silêncio, hoje testemunha, com alegria, as maravilhas que o Senhor realizou.
Amo ser AMO porque aqui encontrei uma família espiritual. Encontrei mulheres que caminham juntas, que rezam umas pelas outras e que acreditam no poder da oração de uma mãe.
Se hoje sou uma mulher mais forte, uma mãe mais confiante e uma serva mais disponível, é porque Deus me encontrou através deste Movimento.
Minha oração é que muitas outras mães tenham a coragem de dizer “sim”. Porque, quando uma mãe ora, uma geração inteira pode ser transformada.
E eu sou prova viva de que um simples convite para rezar um terço pode mudar completamente uma vida.
Amo ser AMO
Por Amanda Barella – Coordenadora Estadual de Comunicação e Mídia de Rondônia
