Patrona – Nossa Senhora de La Salette


Apresentação 
A relação de Nossa Senhora da Salette com o movimento de Mães Que Oram Pelos Filhos nasceu em uma viagem que Ângela Abdo, nossa fundadora, fez para o Rio Grande do Sul. Ela estava visitando o Santuário de Nossa Senhora da Salette em Marcelino Ramos - RS quando começou a chorar muito, e as lágrimas caíam em seu rosto. Nesse momento, um padre se aproximou, e Ângela perguntou que santa era aquela. O padre do Santuário respondeu: “Ela é mais que uma santa; Ela é Nossa Senhora  da Salette”. Ele explicou que era a Nossa Senhora que tinha aparecido para chorar pelos pecados dos filhos. 
Ângela retornou para sua casa, trouxe de lembrança uma imagem de Nossa Senhora e colocou a imagem no Grupo de Mães da Mata da Praia. Em determinado período, o Padre Anderson Gomes começou a discernir quem seria a Padroeira e a Copadroeira do movimento. Na lembrança, Ângela relata o episódio de sua viagem ao RS, e imediatamente Padre Anderson confirma toda essa ação do Espírito Santo. 

 
 

Foto da imagem no Santuário de Nossa Senhora da Salette em Marcelino Ramos - RS 
 
Introdução 
 Segundo o Padre René Laurentin: “toda aparição manifesta a presença de Deus e suscita conversão”. Como toda profecia, sua mensagem toca concretamente a vida das pessoas: em La Salette, atinge as preocupações elementares dos camponeses, em sua maioria analfabetos. Podemos até ficar chocados com o aspecto popular da mensagem e com a manifestação sensível de uma realidade sobrenatural. 
A Igreja sabe que tais revelações tidas como sobrenaturais, sensíveis e particulares têm seus limites, sua ambiguidade humana e riscos. Por isso, o Magistério da Igreja sempre assinalou a relatividade das aparições, por ele tidas como SINAIS  a serem interpretados e não como DOGMAS. Mas a Igreja também conhece a finalidade desses mesmos sinais. “Esses apelos do céu fazem ecoar o Evangelho em nossos ouvidos de surdos”. 
 
 
História da Aparição de Nossa Senhora de La Salette 
Uma Vila desconhecida 

A aldeia de La Salette é um pequeno povoado situado entre montanhas, nos Alpes, no Departamento de Isére, a sudoeste da França, sobre as últimas montanhas da Cordilheira do Pelvoux. Neste tempo (1846), uns 600 camponeses habitavam a aldeia. Viviam pobremente, voltados sobre si mesmos, suportando duramente as consequências das más colheitas e das epidemias. Nessa paróquia, um sacerdote, exercia seu ministério, mas sem muito sucesso. Poucos fiéis iam à missa ao domingo.  É, em primeiro lugar, a esses rudes montanheses, com suas preocupações e infidelidades, que a Virgem dirige sua mensagem, muito marcante. 
Em meados de setembro de 1846, um camponês de Ablandins, Pedro Selme, está com o pastor adoentado. Desce a Corps, até a casa de seu amigo, o ferreiro Giraud, pedindo ao seu filho que lhe ajudasse durante uma semana. 
Assim MAXIMINO vai a Ablandis, onde, no dia 17 de setembro, conhece MELÂNIA. No dia 18, vão  pastorear seus rebanhos no Monte Planeau. Ao final do trabalho, decidem voltar a pastorear juntos no dia seguinte e no mesmo lugar. 
No sábado, 19 de setembro de 1846, as crianças novamente estão no monte Pleneau, cada um com seu rebanho. Existe ali uma pequena fonte que somente aparece quando as neves derretem, ou por ocasião de fortes chuvas. É a pequena fonte que, a partir do dia seguinte, voltou a verter água e nunca mais secou.  
Perto dessa fonte, as duas crianças se estendem sobre a relva... e adormecem. Melânia acorda e sacode Maximino.  Vão ver suas vacas... tudo tranquilo. A menina começa a descer e, de repente, vendo algo estranho grita: “Maximino, olha lá aquele clarão!” Junto à pequena fonte, sobre um dos assentos de pedra... um globo de fogo. “É como se o sol tivesse caído lá. O clarão se mexe, se agita, gira sobre si mesmo. Aparece uma mulher assentada, a cabeça entre as mãos, os cotovelos entre os joelhos, numa atitude de profunda tristeza. A Bela Senhora põe-se de pé. Os dois não se mexiam. Ela lhes diz em francês: “Vinde, meus filhos, não tenhais medo, estou aqui para vos contar uma grande novidade!”. 
Então, as crianças descem até a Bela Senhora. Olham-na. Ela não para de chorar. A Bela Senhora é alta e toda de luz. Veste-se como as mulheres da região: vestido longo, um grande avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca de camponesa. 
Rosas coroam sua cabeça, ladeiam o lenço e ornam seu calçado. Em sua fronte, a luz como um diadema. Sobre os ombros carrega uma pesada corrente. Uma corrente mais leve prende sobre o peito um crucifixo resplandecente com um martelo de um lado e uma torquês do outro. Os sapatos eram brancos, mas de um branco prateado, brilhante. Havia rosas em torno deles.     

A Mensagem de La Salette 
A Bela Senhora desconhecida fala aos pastores. 

Eles disseram mais tarde: “Era como se nós bebêssemos as suas palavras... Ela chorou durante todo o tempo em que nos falou”. 
Eis o que a Bela Senhora diz aos dois pastores, principalmente em francês: 
➢ “Se meu povo não quer submeter-se, sou forçada a deixar cair o braço de Meu Filho. É forte e tão pesado que não o posso mais sustentar.” 
➢ “Há quanto tempo sofro por vós!” 
➢ “Se quero que meu filho não vos abandone, sou incumbida de suplicá-lo sem cessar.” 
➢ “E quanto a vós, nem fazeis caso.” 
➢ “Por mais que rezeis, por mais que façais, jamais podereis recompensar a aflição que sofro por vós.” 
➢ “Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não me querem conceder! É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho.”
➢ “E também os carroceiros não sabem jurar sem usar o nome de meu Filho.” 
➢ “São essas as duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho.” 
➢ “Se a colheita se estraga, e só por vossa causa. Eu vos mostrei no ano passado com as batatinhas: e vós nem fizestes caso! Ao contrário, quando encontráveis batatinhas estragadas, juráveis usando o nome de meu Filho. Elas continuarão assim, e neste ano, para o Natal, não haverá mais.” 
A palavra “batatinhas” (em francês: pommes de terre) deixa a menina intrigada. No dialeto da região, se diz “la trufaa”. E a palavra “pommes” lembra-lhe o fruto da macieira. Ela se volta então para Maximino para lhe pedir uma explicação. 
➢ “Não compreendeis, meus filhos? Vou dizê-lo de outro modo.” 
Retomando, pois, as últimas frases no dialeto de Corps, língua falada correntemente por Maximino e Melânia, a Senhora prossegue sempre no dialeto: 
➢ “Se tiverdes trigo, não se deve semeá-lo. Todo o que semeardes será devorado pelos insetos, e o que produzir se transformará em pó ao ser malhado. Virá fome. Antes que a fome chegue, as crianças menores de sete anos serão acometidas de tremor e morrerão entre as mãos das pessoas que as carregarem, os outros farão penitência pela fome. As nozes caruncharão, as uvas apodrecerão.” 
De repente, a senhora continua a falar, mas somente Maximino a entende. Melânia percebe seus lábios se moverem, mas nada entende. Alguns instantes depois, Melânia, por sua vez, pode ouvir, enquanto Maximino, que nada mais entende, faz girar o chapéu na ponta do cajado ou, com a outra mão, brinca com pedrinhas no chão. 
Assim a Bela Senhora falou em segredo a Maximino e depois a Melânia. E, novamente, os dois em conjunto ouviram as seguintes palavras: 
➢ “Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de trigo, e as batatinhas serão semeadas nos roçados.” 
➢ “Fazeis bem vossa oração, meus filhos?” 
Não muito, Senhora, responderam as crianças. 
➢ Ah! Meus filhos é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã, dizendo ao menos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria, quando não puderdes rezar mais. Quando puderdes rezar mais, dizei mais. 
➢ “Durante o verão, só algumas mulheres mais idosas vão à Missa. Os outros trabalham no domingo, durante todo o verão. Durante o inverno, quando não sabem o que fazer, vão à Missa zombar da religião. Durante a Quaresma vão ao açougue como cães.” 
“Nunca vistes trigo estragado, meus filhos?” 
Não senhora, responderam eles. Então, Ela se dirigiu a Maximino: 
“Mas tu, meu filho, tu deves tê-lo visto uma vez, perto de Coins, com teu pai. O dono da roça disse a teu pai que fosse ver seu trigo estragado. Ambos fostes até lá. Ele tomou duas ou três espigas entre as mãos, esfregou-as e tudo caiu em pó. Ao voltardes, quando estáveis a meia hora de Corps, teu pai te deu um pedaço de pão dizendo-te: “Toma meu filho, come pão neste ano ainda, pois não sei quem dele comerá no ano próximo, se o trigo continuar assim”. 

 

 O chamado à conversão 
O chamado à conversão está no coração da mensagem de La Salette. Tudo se dirige para esse fim: as lágrimas e o crucifixo, a luz e as rosas, as atitudes da Bela Senhora, seu caminhar desde o declive até o cume. O caminho para a conversão: Três pontos. 


1º Oração perseverante e profunda: “Fazei bem vossas orações?” Não muito bem, Senhora, responderam as crianças. 
➢ Se Nossa Senhora de La Salette perguntasse a cada uma de nós hoje: Fazei bem vossas orações? Qual seria a nossa resposta?  
➢ Como temos vivenciado os nossos momentos de oração e intimidade com Deus? 
2º Participação na Santa Missa: “Durante o verão somente algumas mulheres idosas vão à Missa”. A participação semanal como cristãs na celebração da Missa Dominical é uma necessidade vital e um preceito. 
Para nós o Domingo tem sido realmente o Dia do Senhor? 
 Como tem sido nosso compromisso dominical com a Santa Missa? 
 
3º Recuperar nossa dignidade agindo como cristãs: “Durante a Quaresma vão ao açougue como cães”.  
➢ O que fazemos realmente com nossa dignidade de filhas de Deus? 
➢ Como temos vivido o tempo da Quaresma em nossas vidas? 
➢ E sobre os mandamentos, como temos vivenciado? 

 

Santuários de Nossa Senhora de La Salette no Brasil 


Rio de Janeiro - Santuário de Nossa Senhora da Salette 
    Rua de Catumbi, 78 – Catumbi – Rio de Janeiro – RJ 


São Paulo – Santuário de Nossa Senhora da Salette 
     Rua Doutor Zuquim,1746 – Alto Santana – Saulo Paulo – SP 


Goiás – Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Salette 
    Rua 3 – Mansões Recanto da Serra – Caldas Novas – GO 


Mato Grosso – Santuário Nossa Senhora da Salette 
   Estrada da Praia Grande – Costa Verde – Várzea Grande MT

 
Paraná – Santuário Nossa Senhora da Salette 
   Rua Lange de Morretes,691 – Jardim Social – Curitiba – PR 


Rio Grande do Sul – Santuário de Nossa Senhora da Salette 
   Rua Nossa Senhora da Salette S/N – Bairro Salette – Marcelino Ramos – RS 



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