Patrona – Nossa Senhora de La Salette


Nossa Senhora de La Salette

Saiba porque temos Nossa Senhora de La Salette como patrona do Movimento Mães Que Oram pelos Filhos!

Porque uma mãe chora?

Gostaria de começar esta coluna falando sobre uma mãe que chora por todos aqueles que lhe foram dados como filhos e que agora estão sob o braço do seu Filho e que ela não pode mais segurar, e já faz muito tempo ela sofre por estes filhos.

Nossa Senhora de La Salete é o nome dado a nossa Santíssima Virgem Maria que apareceu a dois pastorzinhos na montanha de La Salette, nos Alpes Franceses em 19 de Setembro de 1846.

Tal como em Lourdes (1858) e em Fátima (1917), nesta aparição a Virgem trouxe avisos, profecias e alertas a toda humanidade, no relato das crianças afirmaram que a “Belle Dame” estava triste e chorando, com o seu rosto descansando em suas mãos.

E eu vos pergunto: quando uma mãe chora? Uma mãe sempre chora como último recurso de amor. Ela conversa, chama atenção, adverte, dá uma palmada, pede, insiste e só quando se esgotam todos os recursos, todas as formas, todas as maneiras… Ela chora. E foi assim com Maria, em Salette. Ela chorou após várias outras tentativas para nos acordar do mundo do pecado, do mundo da maldade, do mundo da injustiça que muitos de nós entramos e não queremos ou não conseguimos mais sair. Ela chora porque muitas vezes nós não correspondemos o apelo de seu filho. Não amamos como ele nos amou, não somos capazes de ter um coração voltado e agradecido por tudo que seu filho fez e faz para cada um de nós.

Mais tarde, as crianças afirmaram: “Ela chorou durante todo o tempo em que nos falou”. As lágrimas caíam e se desfaziam na luz. Em Salette, Maria aparece como Mãe que chora convocando-nos à conversão e como Serva de Deus e de seu Povo que se veste de camponesa para nos ensinar a humildade e o serviço. Mas qual o motivo de suas lágrimas? Eu o diria em cinco pontos:

Reconciliação – Maria diz, em primeiro lugar, às duas crianças: “vinde, não tenhais medo”. Maria chora por falta de conversão dos corações. E se queixa pelas palavras: “Se meu povo não quer submeter-se, sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurá-lo. Há quanto tempo sofro por vós!”. Vinde reconciliar-vos com o meu Filho, com o vosso Deus, vinde ao encontro daquele que vos ama e que vocês vivem a fugir d’Ele.  Vinde reconciliar-vos com os irmãos, com a Igreja, com quem sofre. No coração de Jesus não há lugar para a rejeição de quem precisa de Deus. Quem a Deus procura de boa vontade, jamais será rejeitado, pois Ele é Amor.

Oração – E Maria pergunta, hoje, a cada um de nós: “Fazeis bem vossa oração, meus filhos?” Será que um dos motivos de suas lágrimas não é a nossa falta de oração? Em casa, na família, na Igreja, na sociedade? Nossa Senhora é uma Mãe boníssima e nos diz: “Ah!, meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã, dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria quando não puderdes fazer melhor. Quando puderdes fazer melhor, dizei mais”. Apenas um Pai Nosso e uma Ave Maria. E com certeza, como cristãos podemos fazer mais do que isso.

Eucaristia – E a Virgem continua falando porque chora, quando diz: “Dei-vos seis dias para trabalhar. Reservei-me o sétimo, e não me querem conceder. É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho! Durante o verão, só algumas mulheres mais idosas vão à Missa e durante o inverno, quando não sabem o que fazer, só vão à Missa para zombar da religião”. Será que nós fazemos do “DOMINGO” o centro da nossa vida? Será que nossa prioridade é participar da Santa Missa? Será que nos reunimos no Dia do Senhor para nos fazer mais cristãos e mais irmãos?

Penitência – Quantos no mundo de hoje que não reconhecem mais a necessidade de penitenciar-se, de jejuar, de reparar o pecado? “Durante a Quaresma vão ao açougue como cães”, diz a Mãe de Jesus. Nós ainda não somos Santos. É isso que Maria quer nos ensinar quando reclama de tantos que comem carne em lugar de recolherem-se em oração e acompanhar Jesus rumo ao Calvário. Em lugar de nos unir com os irmãos sofredores do mundo inteiro.

Missão – Depois de reconciliados é preciso levar a reconciliação aos irmãos. “Vamos, meus filhos, transmiti isso a todo o meu povo!” é Deus mesmo que por meio de sua Mãe nos pede: Ide, e anunciai o Evangelho; ide e vivei em vossa vida o Evangelho; ide e não tenhais medo de testemunhar a vossa fé; vão, filhos meus, convertei-vos para converter. Quem quer seguir os passos de Jesus não pode ficar parado, não pode ter uma fé fraca, não pode ter medo, embora tenhamos dúvidas.

Hoje, as mães choram pelos filhos, para livrá-los dos vícios do mundo, para traze-los para perto de Deus, choram desejando cada vez o melhor pros seus filhos, choram pela dor que os aflige no mundo, cada mãe tem uma causa única para o seu choro, mas todas as mães desejam sempre a mesma coisa, desejam o bem para os seus filhos.

Pelas lágrimas de Maria, nossa mãe, peçamos ao Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, de chorar pela crueldade que há no mundo e em nós. A vida de Jesus nos foi recordada por Maria em Salette para nos ensinar que sem Ele nada podemos fazer. A virgem Maria, em Salette, chorou por nosso pecado, por nossa infidelidade, por nossa indiferença. Será que hoje ela continua a chorar pelos mesmos motivos?

Contribuição: Alessander Alves Novaes



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